Dentista é presa por realizar cirurgias estéticas irregulares em Goiás
Polícia Civil apreendeu bens no valor de R$ 600 mil e interditou clínica estética em Goiânia; sete pacientes relataram deformidades graves após procedimentos estéticos
A PCGO (Polícia Civil de Goiás) deflagrou uma operação, nesta quinta-feira (28), para prender uma dentista investigada pela realização de procedimentos estéticos e cirúrgicos irregulares no Setor Bueno, em Goiânia. Durante a ação, a clínica estética foi interditada.
A Operação Protovolo de Risco foi realizada por meio do 4º Distrito Policial de Goiânia do 1ª DRP (Delegacia Regional de Polícia) com apoio da Vigilância Sanitária. Foram cumpridos um mandado de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão e o sequestro de bens no valor de R$ 600 mil.
Segundo a PCGO, a investigação foi iniciada após denúncias de diversos pacientes da clínica desde 2023, que relataram complicações severas após a realização de procedimentos, alguns com graves danos físicos e psicológicos.
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A polícia reuniu depoimentos desses pacientes, que relataram procedimentos longos, alguns passando de 12 horas de duração, realizados com anestesia e em sala odontológica comum, sem uma UTI próxima.
Segundo o Delegado Wladimir Freire, as cirurgias realizadas eram invasivas, como nas áreas do nariz e bochecha. A clínica não possui condições sanitárias adequadas, apresenta falhas na esterilização de materiais e não há acompanhamento anestésico suficiente.
Foram realizadas buscas na clínica e em outros endereços ligados à investigada para apreender documentos, aparelhos eletrônicos, contratos, prontuários, equipamentos e outros materiais de interesse para investigar o caso.
Ainda de acordo com a PCGO, foi cumprido o mandado de prisão preventiva em razão da gravidade dos fatos, para interromper as atividades ilícitas e preservar as provas.
A empresária e dentista foi presa e conduzida à sede do 4º Distrito Policial. Durante a inspeção sanitária, uma das sócias tentou esconder produtos utilizados nos procedimentos da Vigilância Sanitária, e também foi conduzida à delegacia para o registro da prisão em flagrante por suspeita de fraude processual.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo